INTERVALOS: Giro da Engie
Dirigimos a campanha do novo Giro da Engie, criada pela Paim Creators e produzida pela Produka Filmes para a Engie (seria estranho se não fosse), e que começa a sair agora aos poucos.
Dá uma olhada num dos 10 filmes que fizemos para essa campanha aqui.
Sempre que possível a gente gosta de levar nossa Pentax 35mm para o set. E desta vez:
E no meio da correria, entre um intervalo e outro, ela registra aquilo que o filme de campanha não tem como mostrar, mas que também faz parte dele. Intervalos, pessoas, esperas, coisas que acontecem enquanto o set se movimenta.
Por mais que o trabalho de pré-produção seja intenso e interessante naquele deixa eu decidir se é cedo ou tarde, espera eu considerar, pensar, inventar, montar, desmontar e montar de novo, não tem nada como estar no set, dirigindo Pessoas em Cena e trocando com toda equipe que faz todo o filme acontecer.
É a tontura da liberdade de se lançar ao desconhecido toda vez.
Mesmo sabendo que, por mais que a gente tenha planejado tudo, a surpresa sempre pode bater à porta.
Este filme aqui embaixo é uma síntese desse parágrafo todo.
Por que uma síntese?
Além da diária no estúdio em São Paulo, fizemos uma diária de gravação em Trairí, no Ceará, com o que se chama no audiovisual de “pessoas reais”. Peraí, todo mundo é uma pessoa real, então no audiovisual tem pessoas mais reais do que as pessoas reais?
Sim.
Mentira, não tem. É só uma forma de distinguir quando o elenco do filme é formado por atores ou por não-atores. Ahh então você poderia só ter falado ‘não-atores’ e preferiu alongar frases com interjeições de pessoas imaginárias que contestam aquilo que você escreveu anteriormente?
Olha só, deixa eu voltar para o meu texto.
ENTÃO ¬¬.
Quando filmamos pessoas reais (ou não-atores) tem sempre uma dificuldade a mais que é saber se a pessoa irá "se soltar" quando a câmera estiver ligada. Já tentou andar naturalmente na frente de uma câmera ligada?
Mais rápido do que eu mudo de ideia num open bar
você fica tão consciente da sua forma de andar que esquece se tem que andar com a esquerda ou a direita, se alguma vez seus braços se mexeram na vida, se tem que respirar… Andar naturalmente na frente de uma câmera não é fácil. Me pergunta como eu sei. ENFIM.
Tudo bem?
E assim, estamos todos dentro do filme. Pessoas que conhecemos há anos. Pessoas que conhecemos naquela manhã. A tontura da liberdade de se lançar ao desconhecido.
E no fim, a felicidade de compartilhar horas intensas com pessoas diferentes, misturada com o agridoce do fim com o vazio que a experiência deixa depois de terminar.
A gente dirige, escuta, olha, erra, acerta.
E o filme se forma no meio disso tudo. Talvez seja por isso que a gente volte.
Pela tontura de começar de novo.
Aqui estão alguns dos pequenos momentos que significam muito para a gente. Momentos guardados nos intervalos.
Muito orgulho de ter feito parte disso ao lado de uma equipe maravilhosa que colocou muito coração nesse filme.
E para finalizar.
Todo set (ou quase) nós fazemos uma mixtape com uma música das pessoas que estiveram presentes, depois a gente sobe ela no spotify e assim temos a trilha sonora de quem fez os filmes acontecer. Cada música, uma pessoa do set e cada uma delas, um pedaço do filme.
Ficha Técnica: